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N’est pas
de Pedro Tudela
17 Maio 18h30
Culturgest - Sala 2
Oito ninhos de madeira sonorizados, quatro CDs áudio, microfone e laptop
N’est pas foi um trabalho especificamente pensado e construído para ser montado num sótão. Sem intervir na estrutura do espaço, o trabalho foi montado de modo a que, não só assimilasse a área ocupada, mas que acolhesse também as memórias do prévio conhecimento do lugar. Os ninhos de madeira replicavam, não só o material dominante e nativo daquele espaço, mas também o âmago naturalmente presente que era a casa. Dos altifalantes, assumidos como meio de sonorização dos ninhos, era emitido de modo distribuído o som previamente captado em locais diversos, de ações com e sobre a substância, madeira com diferentes escalas e feitios. Na instalação o papel do som cifrava-se na transformação e aproximação do espaço e da matéria. Poder-se-á dizer que N’est pas, através do aproveitamento sonoro, alterava o espaço sem que visualmente isso acontecesse. Quando da instalação, já tinha planeado fazer uma performance que, de algum modo, lhe desse continuidade e o completasse, trazendo para o espaço de apresentação as questões ligadas ao processo de transformação da matéria envolvida. O leitmotiv é a incógnita relacionada com a memória, a afinidade e o enquadramento dos dados contidos, enaltecendo a relação do interior com o exterior. A matéria manipulada e a distribuição no espaço instruindo uma outra impressão de lugar.